quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O QUE EU SOU E COMO OS OUTROS ME VÊEM


Aquilo que nós somos não corresponde de todo à forma como os outros nos vêem. Somo muitos mais do que aquilo que os olhos alheios poderão um dia alcançar!

Como já deve ter percebido, nos diferentes grupos onde se encontra inserido, você possui diferentes formas de se comportar. Isto não significa que não seja verdadeiro. No entanto, uma vez que as pessoas possuem energias distintas, o mais certo é que a sua energia também se altere conforme a pessoa que está diante de si.
Para além da energia, o contexto também poderá influenciar a sua conduta. Por exemplo, em casa é provável que você não aja, nem se relacione com os seus familiares da mesma forma como age e se relaciona com os colegas de trabalho ou mesmo com o grupo de amigos. À partida, em casa você encontra-se mais relaxado, expressa mais os seus sentimentos, inclusive os de desagrado, sendo que na maioria das vezes fá-lo de uma forma muito genuína. No local de trabalho, para que haja um ambiente harmonioso, você já tem mais "papas na língua", ou seja, pensa na forma como diz as coisas (a não ser que tenha "costas largas") e procura o equilíbrio no seio do grupo. Já no seu grupo de amigos, reina a descontração, fala abertamente sobre as suas conquistas, preocupações etc etc. 

Parece-me muito difícil alguém nos conhecer na totalidade.
Se por um lado uns conhecem principalmente o nosso lado mais "zen", por outro, há quem conheça também e sobretudo o nosso lado mais impulsivo e mal-humorado.
Acredito que a forma como nos relacionamos depende muito da nossa confiança para com o outro ou do nosso receio (ou falta dele) em afastar a(s) pessoa(s) da nossa vida.

Não tenho muito orgulho no que vou dizer, mas a pessoa com quem entro em conflito com mais frequência, é uma das pessoas que mais amo na vida: a minha mãe. E isto acontece porque, para além de ter muita confiança com ela, na minha cabeça acredito que jamais a irei perder. Não é um pensamento muito correto, mas é uma lição que ainda estou a aprender!
Já com o meu namorado e companheiro, meço muito bem o que digo e como digo, até porque tenho plena consciência de que não sou a última bolacha do pacote :D ! Ainda assim, confesso que a nossa relação flui naturalmente (apesar de nem sempre ter sido assim...).

ALGO MUDOU


A mudança interior é um processo intemporal e inacabável... Existe sempre um trabalho a ser feito!
Ainda assim, ao longo da vida, você vai fazendo pequenas mudanças, pequenas conquistas. Mas não se iluda... dificilmente o outro irá ver a mudança em si, pois a primeira imagem que passamos, é a que fica. Se você for muito "chato" (adjetivo muito ouvido no passado), será um desafio fazer com que o outro acredite que agora é uma pessoa diferente.
Neste caso, seja forte e goste de si verdadeiramente para não cair na tentação de tentar provar algo seja a quem for. A procura pelo reconhecimento é tramada porque, para além de correr o risco de nunca reconhecerem a sua mudança, você poderá contribuir para a estagnação do seu processo de evolução espiritual.
As pessoas são importantes na nossa vida para crescermos interiormente e não para atrasarem a nossa evolução!

Não é a tarefa mais fácil do mundo, mas é urgente desligar-mo-nos dos outros no que diz respeito ao pensamento que estes têm sobre nós (eu também tenho de ler isto todos os dias!).
O que dizem ou pensam sobre si não resolve os seus problemas, não paga as suas contas e muito menos o torna uma pessoa feliz, nem mesmo quando o que dizem é positivo.
O que o faz feliz é o que você pensa sobre si próprio, é a forma como você se vê, é o aceitar-se tal como é. E aceite que você é um ser dual; que há dias bons e menos bons; que há dias em que se sente lindo(a) e outros nem por isso; que às vezes se sente em paz e outras vezes "pega com as pedras"; e, mesmo assim, poderá ser uma pessoa feliz.
Não tente ser perfeito para experienciar a felicidade... pode ser vencido pelo cansaço!

Oiça-se mais, relacione-se mais consigo e deixe para trás o que os outros dizem ou pensam a seu respeito. Não se culpe se por momentos sentir que ficou abalado com algum comentário sobre si. Estamos aqui para aprender mesmo!
Mas lembre-se que não tem de fazer esta viagem ao lado de pessoas que o puxam para trás. Escolha com quem quer partilhar a sua vida e desapegue-se daqueles que não acreditam em si. 

SEJA MAIS VOCÊ, NO SEU TODO!

Joana Mendes

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

AMOR OU CARÊNCIA? EIS A QUESTÃO...



Poderia simplesmente não escrever mais neste artigo, pois a frase anterior é muito explícita.
Posso parecer um pouco cruel a falar sobre pessoas carentes, apesar de em tempos também ter sido (e muito!), mas as atitudes deste tipo de pessoas podem ser igualmente cruéis, com o próprio e/ou com os outros.

Ninguém tem o direito de aprisionar uma pessoa que não ama, somente para satisfazer as necessidades do ego!
Mas, infelizmente, como o amor-próprio, a felicidade, o respeito (sobretudo pelo próprio), entre outras palavras "lamechas", não constam como conteúdo programático nas escolas, o ser humano, inconscientemente, acaba usando as pessoas mais próximas e frágeis em seu benefício ou, por outro lado, é usado como se de um fantoche se tratasse.

MENTE VS CORAÇÃO

É muito fácil se deixar manipular pela mente, porque como não somos ensinados a gostar da ouvir as verdades (ditas pelo coração), preferimos acreditar nas mentiras, por sinal persuasivas, ditas pela mente.

- "Arrisca nessa pessoa que gosta tanto de ti. Um dia poderás vir a gostar muito dela!" - diz a MENTE.
- "Tu sabes bem que não queres estar com essa pessoa. Irás magoar e sair magoada(o) dessa situação!" - diz o CORAÇÃO.

Mas entre estar só e triste (porque a sua própria companhia é insuportável), mas acompanhado, a pessoa escolhe a "bengala".
Conclusão, um carente egoísta + um carente iludido = DOR / DESILUSÃO ou se preferirem, uma choradeira desnecessária.

INTERPRETAR OS SINAIS

Está certo que nem todas as pessoas são iguais, mas quem ama verdadeiramente (e não me refiro aos obcecados que fazem cenas de ciúmes constantes como prova de amor!), dá o melhor de si e, consequentemente, se for correspondido, receberá o melhor do outro também.
Certamente que você poderá estar a pensar naquele seu amigo ou amiga que "ama" o(a) companheiro(a) e não demonstra. Então, para a desculpar, você afirma que é o medo! ... Neste caso, não manifesto a minha opinião, pois acredito que poderá ser demasiado rígida e, no fim de contas, não passa de um simples ponto de vista!

Mas estou convicta de que quando amamos alguém, o afeto sai naturalmente, o respeito é espontâneo, a confiança é inquestionável... a amor verdadeiro é visível aos olhos do mundo.
Quando você não ama e está com alguém, você encontra-se carente ou, na pior das hipóteses, com pena da pessoa, o que pressupõe que você acha que a mesma não irá encontra alguém melhor (CRENÇA PRESUNÇOSA).

Observe bem a pessoa que está ao seu lado. SINTA cada toque, cada palavra, cada gesto, cada expressão... SINTA! Sinta se de facto existe amor no que lhe é transmitido. Se não for bem transmitido, exponha a situação à pessoa em causa e veja a sua reação. A comunicação pode ser o elemento chave para o esclarecimento da sua dúvida.

DESCULPAS E MAIS DESCULPAS!

Uma sugestão... Cuidado com as frases "Vamos começar devagarinho!", "Não vou dar tudo já para não nos magoarmos", "É melhor não contar nada a ninguém ainda!". A FELICIDADE GERADA PELO AMOR NÃO DÁ ESPAÇO AO RECATO. 
Cá para mim, essas frases têm um significado muito óbvio, ou seja, "Não gosto assim tanto de ti ainda e não te quero causar uma desilusão muito grande se me afastar de ti"... E claro, se correr mal, a pessoa até avisou!

NÍVEL DE CARÊNCIA

O pior carente é aquele que reconhece a carência no outro, consola-o e, no final, envolve-se com o mesmo, acreditando que existe amor!
Será que a carência de um anula a carência do outro? Bem, neste caso, parece que o problema "carência" está resolvido... Ou talvez não!

Não quero dizer que é perigoso, porque parece um pouco dramático, mas diria sim que é muito arriscado iniciar um relacionamento com origem na carência. O medo de estar só consigo próprio ou a necessidade de alimentar o ego, fazem-nos tomar decisões que com certeza terão consequências desagradáveis no futuro. 

Contudo, há quem viva toda uma vida de amargura, de desconfiança, de desamor, etc., por opção. A decisão é sempre sua.
Já dizia o ditado popular: "O pior cego é aquele que não quer ver".

AME-SE MAIS

Joana Mendes


sexta-feira, 12 de junho de 2015

PENSAMENTOS SOLTOS


Alguma vez se deu conta da quantidade de pensamentos que tem ao longo do dia? E já tomou consciência de como os mesmos afetam o seu comportamento perante as situações que enfrenta diariamente?

Confesso que ainda não controlo esta máquina de fabricar pensamentos (e nem sei se é possível fazê-lo na totalidade...).
Desde pensamentos positivos (sendo que alguns são uma mera ilusão), a pensamentos negativos (alguns deles até macabros!).

Nunca se questionou como foi capaz de pensar tal coisa?
Nunca sentiu medo do seu próprio pensamento?
Ou pelo contrário, nunca se orgulhou pela forma como pensa em determinadas situações?
Pois eu penso... Penso sobre tudo o que penso, penso a cada hora, a cada segundo...

"PENSAR É IMPORTANTE!"

Mais do que pensar muito, o ideal seria pensar bem, com qualidade. E no meu entender, pensamento de qualidade é aquele que não afeta a nossa paz interior e muito menos a daqueles que nos rodeiam.
Quando se sente feliz, repare nos pensamentos que surgem. Provavelmente pensamentos que o impulsionam a ir ao encontro daqueles sonhos que tem na sua mente há muito tempo.
Por outro lado, observe como age quando está cabisbaixo... Baixa os braços e, em bom madeirense, "enfia o rabo na cama" à espera que a oportunidade caia dos céus! O mundo à volta parece triste, as pessoas parecem estar contra si (principalmente as que tentam arrancá-lo da zona de conforto!) e tudo o resto parece correr mal. 

AQUI E AGORA...

Há bem pouco tempo, numa palestra, o comunicador relembrou os participantes que a energia flui para onde vai a atenção (para os curiosos aqui vai um link interessante: http://www.lifetraining.com.pt/).

Chegou o momento de focar a nossa atenção nas coisas boas da vida (são mesmo muitas)! Para tal, é necessário observar (não é contrariar!) os nossos pensamentos. Cada vez que tem um pensamento negativo e toma consciência do mesmo, substitua-o por outro, mas desta vez um positivo. Já todos nós ouvimos a célebre frase "Há sempre um lado positivo!".
Sendo assim, vamos fazer um pequeno esforço agora... "Amanhã" já sairá naturalmente, sem nada forçar.

A sua qualidade de vida está intrinsecamente ligada à qualidade dos seus pensamentos, pois são estes os responsáveis pelas suas emoções.
Situações semelhantes provocam reações diferentes em pessoas distintas. E isto acontece porque as pessoas não pensam da mesma forma.
O que para uns é uma história dramática, para outros é apenas uma aprendizagem.
Pode até soar estranho o que vou dizer, mas muitas pessoas só experienciam o sucesso e a felicidade (dois conceitos muito distintos) depois de passar por momentos deveras desafiantes e que implicam grandes mudanças/adaptações. Perante tal quadro, a pessoa transforma-se! E tudo depende da forma como pensa.

A escolha é sempre  nossa. Ou somos vítimas dos nossos próprios pensamentos ou somos mestres das nossas próprias vidas. 
Não seja servo da sua mente... Coloque a mente ao seu serviço!

Seja livre dos seus próprios pensamentos.

Joana Mendes





domingo, 17 de maio de 2015

ERA TUDO JAJÃO?


Se você já foi "rejeitado", "abandonado" pela pessoa amada (ou pelo menos acha que ama!), provavelmente sentiu que tudo não passara de uma mentira.
Ora bem... A verdade é que haja amor numa relação ou apenas a sensação de posse, uma rejeição nunca calha bem.
Não sei qual a ordem dos pensamentos (creio que não existe uma única), mas sei que são vários:

"Onde é que eu falhei?"
"O quê que eu não tenho?" ou "O quê que me falta?"
"Como é possível me deixarem?" (Neste caso a pessoa pressupõe que há pessoas que podem ser deixadas, mas a própria jamais!!)
"Quando ele(a) me quiser novamente, já não vou estar cá!"
"Ele(a) vai sentir na pele o que me fez passar!" ou "Ainda há-de chorar por mim!"
"Enganou-me este tempo todo!"
"Tudo o que vivemos foi mentira!" ("Era só jajão...")
"Esta pessoa não tem caráter!" (Caso contrário não a deixaria! Se fosse outra pessoa tudo bem!)

... entre outras frases, algumas um pouco mais rascas, fruto da ignorância ou imaturidade da pessoa que está a sofrer perante esta situação... E não vou aqui mencionar possíveis atitudes das pessoas rejeitadas, porque são infinitas (só tem de dar asas à sua imaginação).

Os sentimentos e comportamentos de negação, até que haja aceitação, dificilmente se esgotam!

"NÃO, NÃO SOU O ÚNICO..."

Já dizia a música "Não sou o único a olhar o céu...". E quem diz o céu, diz também a viver um inferno. Todos nós temos momentos desafiantes nas nossas vidas.
Na realidade, muitas vezes iniciamos os relacionamentos com boas intenções, com o desejo de que a relação seja bem sucedida e, de preferência, "até que a morte nos separe". Contudo, todas estas ilusões/expectativas, são criadas com base naquela primeira imagem da princesa e do príncipe encantados.

No início, tudo é lindo e mágico... O casal concorda com tudo, faz tudo em conjunto, abdica de coração dos seus prazeres para fazer a sua cara metade feliz. Mas a magia é tramada e num "abracadabra" o cenário inverte. O príncipe afinal é sapo e a princesa é um ogro.

Acredito que todos aqueles que mudam pelos outros, mais cedo ou mais tarde, voltam a ser quem realmente são, caso contrário não estão a ser genuínos.

Na verdade todos nós somos princesas ogros ou príncipes sapos; nunca deixamos de ser ambos! E o pior cego é aquele que não vê...
Ainda assim, se você iniciou uma relação e está a conhecer a pessoa (aliás, nunca conhecemos na totalidade), é normal que se depare com comportamentos que não goste tanto (alguns deles chegam mesmo a ser detestáveis para si) e pode sempre mudar o rumo da sua vida. 
O mesmo pode acontecer com o(a) seu(sua) companheiro(a). A pessoa tem todo o direito de não gostar mais da sua pessoa (por incompatibilidades ou outra razão qualquer) e não querer mais partilhar a sua vida consigo. 
(E admita que, quando foi você a terminar, também foi difícil para si e ainda assim decidiu se afastar!)

Não quero com isto dizer que temos o direito agora de provar aqui e ali, mastigar e deitar fora como se de uma pastilha elástica se tratasse. 
É muito importante ser, em primeiro lugar, verdadeiro consigo próprio, e de seguida, ser verdadeiro com a pessoa com quem está a partilhar a sua vida. Respeito, confiança e comunicação são pilares fundamentais para manter uma relação e para o fim da mesma também.

"ENTÃO BORA LÁ TERMINAR TODOS OS NAMOROS COM RESPEITO!" (ironia, convém realçar!)

Agora não é para sair por aí a terminar relacionamentos só porque a "cara metade" deixou a toalha do banho no chão e você se sentiu desrespeitado!
Antes de terminar qualquer relação, vamos tomar consciência de uma coisa: não existe a perfeição encarnada!
Vamos aprender a nos relacionarmos (e isso implica conhecer a pessoa com os seus defeitos e virtudes) e aceitar as diferenças. 
Acredito que é na diferença que um casal evolui. Ninguém nos disse que esta aprendizagem seria fácil...
Cabe a você parar, respirar, olhar para a relação com olhos de ver e perceber se se trata apenas de uma fase menos boa, ou de um capricho seu em querer que o outro mude... (Por vezes uma conversa é a solução para aquela situação).

ESCUTE-SE...

Ufa... Falar sobre relacionamentos não é fácil e vivê-los é tarefa árdua!
Não há receitas milagrosas, nem verdades absolutas. É necessário escutar o coração (bonito de dizer mas é preciso empenho para o conseguir) e abafar a mente, até porque ela mente com frequência...
Fique se o seu coração (não a mente/cabeça) disser para ficar e saia da relação se sentir que é o melhor para si e para a outra pessoa. Seja qual for a sua decisão, pense acima de tudo na sua felicidade (diferente de egocentrismo).
Se você sofreu a tal "rejeição", aceite, independentemente de ter sido com ou sem respeito... Pense que não há nada pior do que estar alguém que não nos ama ou que fica connosco só para não nos magoar.
Merecemos muito mais do que piedade... Merecemos AMOR.

AME-SE E ATRAIA MAIS AMOR!

Joana Mendes





terça-feira, 21 de abril de 2015

REDES SOCIAIS: DESTRUIDORAS DE RELACIONAMENTOS


Este será provavelmente o artigo mais objetivo que alguma vez irei escrever, sem rodeios e onde expressarei a minha opinião mais verdadeira, sem sequer ponderar outras possibilidades. 

ANTES E AGORA...O "DEPOIS" LOGO SE VÊ...

Já todos ouvimos dizer que antes os relacionamentos duravam mais tempo, eram para a vida, ao contrário de hoje em dia que acaba por tudo e por nada.
É certo que antes, houvesse amor ou não, os relacionamentos eram para sempre pois a sociedade era demasiado dura com aqueles que fugiam ao "normal" ou "aceitável" ou "correto"... 
Atualmente, só se fala em amor, mas cá para mim, são poucos os que realmente amam. 
Se antes as pessoas nem ponderavam terminar uma relação, agora já ninguém inicia uma... Dão uns beijinhos, mandam umas mensagens bonitas, alteram o estado civil no facebook... mas relacionar-se a sério, querer mesmo estar com aquela pessoa pelo que ela é, pelo que ela nos faz sentir, pelos seus valores, etc., são poucos e contados pelos dedos aqueles que conhecemos.

Se há uns anos atrás (e não são assim tantos), as pessoas conheciam-se de forma natural (através de um amigo, ou no trabalho, ou na escola, ou no café da zona...), agora adiciona-se uma pessoa no facebook porque tem boa aparência e a conversa do engate inicia (ao que dizem "não é conversa de engate...é só amizade! Não se pode conhecer ninguém?"). E assim é! Um dia fala do cão, no outro dia diz o que faz, no outro já fala do que gosta e, por fim, trocam fotos de quando eram mais magros e bonitos, número de telefone e um possível encontro.

A pergunta que faço agora é: E o(a) vosso(a) companheiro(a) onde fica neste cenário? Pois... Fica para trás, porque a novidade até é interessante e tudo começou de forma super natural (SIM!! Hoje em dia anormal é quem não se conhece nas redes sociais!). 

A MINHA OPINIÃO...

Agora vem a minha opinião (que, como digo sempre, vale o que vale)... 
Minhas queridas e meus queridos, quando um relacionamento é saudável e feliz, quando alguém o complementa, quando o seu coração está ocupado verdadeiramente, a cara bonita na foto de perfil ou corpo escultural que está exibido na foto de capa, até passam ao lado. E sabe porquê? Porque você não está disponível para deixar entrar alguém no coração, que por sinal já está ocupado pela pessoa amada.
Se você diz que ama e mesmo assim faz questão de conhecer pessoas na redes sociais da forma que mencionei anteriormente, afirmando que não tem mal nenhum fazer novas amizades, então deixe-me ser eu a lhe informar: Você não ama...você precisa de uma bengala para se apoiar, você tem medo da solidão, você não confia nas suas qualidades e acredita que tem de ter sempre um contacto alternativo para o caso de ser "abandonado", "trocado", "rejeitado"! E ao menos assuma que você detestaria que fizessem o mesmo consigo.

Seja verdadeiro consigo próprio, não se iluda nem iluda os que o rodeiam. O respeito e a confiança são a base de um relacionamento. Mas o respeito e a confiança começam em você mesmo. Se você se der ao respeito, não irá abordar uma pessoa pelo seu rosto bonito e se você confiar em si próprio(a), saberá que não precisa se humilhar a esse ponto ("Estou desesperado(a) para fazer novas amizades"). Correr atrás? Só dos nossos sonhos...nunca atrás das pessoas. Quem é para estar na nossa vida, aparece quando menos esperamos.

HAJA AMOR-PRÓPRIO MINHA GENTE!

Joana Mendes







terça-feira, 14 de abril de 2015

DEPRESSÃO: O ANTÍDOTO PARA DESPERTAR (OU NÃO...)


Não são todos os que podem escrever sobre esta doença, mas são cada vez mais os que a sentem na pele.
Acredito que a depressão seja a doença mais desvalorizada pelas pessoas (principalmente por quem nunca a teve) e ao mesmo tempo é a responsável por tanta morte. No entanto, nem me refiro à morte física (que também acontece com frequência), mas sim ao estar vivo e sentir que a sua vida terminou há muito (modo zombie).
Não é difícil descrever o que se sente quando temos uma depressão. Difícil é perceber como nos deixamos cair daquela maneira, sem que déssemos por isso, bem como ter a compreensão dos que nos rodeiam neste momento complexo.

SENTIR A DEPRESSÃO

Acordar com ansiedade; sentir vontade de chorar sem motivo aparente; desanimo constante; não ter objetivos (ou força para alcançá-los); não querer sair da cama; desejar que a noite seja longa, porque enquanto dormimos esquecemos a dor, ou, pelo contrário, que se faça dia logo porque a insónia não o deixa descansar; sentir vontade de desaparecer; questionar a sua existência; ponderar a sua morte... E os sintomas nunca mais acabam. É terrível!
Ainda assim, a depressão pode ser o início de uma vida consciente e feliz.

SAIR DA DEPRESSÃO

O tratamento, quando ainda é possível, é duro e passa por desconstruir todas as crenças que nos limitam, por ultrapassar os medos que criamos, por mudar o nosso padrão de pensamento (e isto pode levar anos...). E só assim (aos poucos) vamos recuperando a nossa consciência e, consequentemente, a nossa alegria e paz interior. 
Não é um processo linear... Parece-se mais com uma espiral: ora as coisas melhoram e sentimo-nos bem, como "de repente" estamos novamente tristes (mas nunca tão tristes como no início). Depois, com o tomar consciência da situação e com uma boa dose de pensamentos positivos, volta a melhorar, e assim sucessivamente.


Na minha opinião, é sempre possível sair da depressão e ser muito feliz como nunca se pensou um dia vir a ser. É preciso querer muito, acreditar na possibilidade e fazer por isso (como é óbvio).
É necessário se sentir merecedor da felicidade e percorrer o seu caminho de cabeça erguida. 
Obstáculos existirão sempre... E, se os ultrapassarmos, é graças aos mesmos que vamos subindo na espiral e alcançando cada vez mais paz interior e aumentando o conhecimento sobre nós próprios.
Sinceramente, não sei se este processo termina alguma vez ainda em vida (eu acho que não). Mas creio que é possível vivê-lo sem dor, pois esta é uma criação da nossa mente.

RELAÇÃO COM O "EU"

Todos nós merecemos viver uma vida feliz. Porém, para tal, precisamos de estabelecer uma relação connosco próprios (a relação mais importante de todas). 
Aceitar quem somos, aceitar a nossa vida (sem esperar que as coisas nos caiam aos pés), caminhar em direção aos nossos sonhos, respeitar os nossos valores, amarmo-nos acima de tudo... tudo isto é essencial para vivermos uma vida digna e harmoniosa.

(Recomendo vivamente, para quem está numa situação menos favorável, que leiam o livro "O poder está dentro de si" de Louise L. Hay. Foi muito útil em determinada fase da minha vida e espero, de coração, que também o seja para si)

O poder está dentro de cada um de nós.

Joana Mendes

quarta-feira, 8 de abril de 2015

"RALAÇÕES" AMOROSAS


Acho imensa graça cada vez que a taróloga Maria Helena, do programa da SIC, afirma "Você não tem uma relação amorosa, você tem uma ralação amorosa!".

Mas afinal o que é uma "ralação" amorosa?

A meu ver, independentemente do motivo (intrínseco ou extrínseco), estamos perante uma "ralação" amorosa quando o relacionamento provoca mais sofrimento do que felicidade. Vamos pensar desta forma: se pudéssemos colocar momentos numa balança, os momentos maus pesariam mais do que os bons.
Porém, com isto não quero dizer que os relacionamentos saudáveis também não tenham os seus momentos difíceis e desafiantes (e ainda bem que existem!).

PADRÕES REPETITIVOS

Quantos de nós já não ouviu "Não tenho sorte no amor!" ou "Fazem-me sempre a mesma coisa!" ou, talvez a mais conhecida entre o público feminino, "Os homens são todos iguais!".
No entanto, por mais relacionamentos que você tenha ao longo da sua vida, só existe um aspeto em comum em todos eles... VOCÊ!
Então, se todos os seus relacionamentos estão a "falhar" (seja por violência física/verbal, por traição, por falta de afeto ou comunicação, por rápido desinteresse ou, se calhar, por falta de amor próprio), pense o que você poderia mudar em si para que uma "ralação" se torne numa relação feliz. O que está a fazer ou, pelo contrário, o que não fez ainda?

"A CULPA NÃO É MINHA"

É sempre muito mais fácil fugir da responsabilidade e olhar para a sua relação como um mero espectador.

"O outro é que me fez mal" - Se fez, porque mantém o relacionamento?
"Mas todos fazem o mesmo!" - Será coincidência serem todos iguais consigo?
"Um relacionamento nunca irá durar para a vida!" - Então porquê começar uma relação? Poderia ficar sozinho(a) de uma vez por todas.

Nunca paramos para questionar. Mas é precisamente esta certeza absoluta sobre tudo que não nos permite avançar e evoluir.
Ao longo da nossa vida e com o experienciar das mais diversas situações, vamos construindo inconscientemente as nossas crenças, na maioria das vezes crenças limitadoras, que nos bloqueiam, que nos amedrontam e que nos desviam do caminho mais rápido para a felicidade. 
Acabamos por criar os nossos próprios obstáculos e passamos a ser os nossos maiores inimigos (mas não admitimos isto nunca!). 

"Não acredito no amor", "Está bom demais para ser verdade! Vai acontecer alguma coisa...", "Vai me trair de certeza", "Mesmo, quem é que iria gostar de mim verdade?", "Neste momento, deve estar a seduzir alguém", "Tudo o que é bom acaba rápido", "Estou a namorar, mas não é para sempre"...

Sei que há muitas mais crenças, mas basta apenas uma para balançar a relação.
Cá para mim, o medo é o maior aliado do ego e é o nosso maior inimigo. O ego tenta encontrar motivos para se alimentar, para deitar abaixo, para nos testar e nós, ou deixamo-nos vencer pelas artimanhas da mente ou tornamos consciente dos nossos pensamentos.

"JÁ MUDEI, E AGORA?"

Sente que já fez de tudo e mesmo assim as coisas não melhoram? Já fez as mudanças que considerava necessárias na sua vida e ainda assim a "ralação" continua? 
Neste caso, tenha amor por si e siga a sua vida só! 
Já dizia o provérbio "Mais vale só, que mal acompanhado". 

Por outro lado, sente que a sua mudança foi essencial para a sua relação? Sente-se feliz com esta "nova" relação? Então desfrute e pensamento positivo...pode ser para sempre!


"A felicidade só é real quando partilhada"

Joana Mendes