terça-feira, 14 de março de 2017

ESSÊNCIA VS TÍTULO: SER OU FAZER?


Pelo menos hoje, tira 5 minutos, lê o que escrevi e responde para ti mesmo de forma genuína à questão que te vou colocar!

QUEM ÉS TU?

Com esta pergunta, não pretendo que me digas se és filho, pai, amigo, se és dr. seja lá do que for, se és cantor, se és rico ou pobre, se tens casa, carro, enfim... não quero saber o que tens ou que fazes. Quero apenas que me digas quem és!
Imagina que estás a conhecer alguém e a pessoa quer saber um bocadinho sobre ti! Sabendo que nenhuma das respostas anteriores é válida para esta pessoa, o que lhe responderias?

Responder a esta questão pode ser mais difícil do que estavas a imaginar, até porque o ser humano está em constante mudança. Cada vivência, cada aprendizagem transforma-te e, por essa razão, poderás te questionar ao longo da vida. E ao saberes quem és tornas-te, sem qualquer dúvida, um ser mais consciente.

SER É DIFERENTE DE FAZER!

Na maioria das vezes, quando pedimos a alguém para se apresentar, há uma tendência enorme para a pessoa dizer o que faz profissionalmente. Claro que se a profissão desempenhada for uma paixão, isso já pode dizer alguma coisa sobre a pessoa. 
Por exemplo: se uma pessoa decide ser médica, por paixão, pressupõe-se que é uma pessoa que gosta de ajudar os outros. Se é escritor, pressupõe-se que gosta de expressar o que sente, que gosta de comunicar, etc.
No entanto, nem todos desempenham os papéis que desejam, logo, não podemos pressupor que conhecemos alguém através do que ela faz.

Nos dias que correm, noto que o título exerce uma influência muito grande sobre as pessoas. 
Já vi bilhetes de identidade e cartões de multibanco assinados "Dr./Dra. xxxxx". Há inclusive pessoas que se apresentam como senhores(as) doutores(as). Há coisas que ainda estão para além da minha compreensão!

Provavelmente, as pessoas que se auto-intitulam de doutores não têm muito mais para dar aos outros. É possível que elas não gostem suficientemente delas próprias sem o título. E neste casos, o título é uma espécie de capa de super-herói. Sentem-se mais poderosas, entendem?

Por outro lado, tem aqueles que bajulam os senhores doutores. Tratam o doutor com respeito e o "sem título" como um zé ninguém. Este tipo de pessoas difere-se muito pouco daqueles que se sentem superiores. Apesar de um certo complexo de inferioridade, almejam chegar ao lugar do doutor. E enquanto não chegam, deitam-se para servir de tapete! 

Venha o diabo e escolha! A verdade é que tanto um como outro mexe comigo. (Parece que tenho um longo trabalho interior para resolver este lado em mim!)

SOMOS TODOS IGUAIS E TODOS DIFERENTES!

Em ambiente mais familiar, costumo dizer que "na WC somos todos iguais!". Lá todos perdem a classe, todos perdem o título, todos perdem a pose! 
Aceita esta realidade. O teu maior ídolo, a pessoa mais rica do mundo, a pessoa com mais etiqueta, os cheios de riquiquis, enfim, todos nós temos as mesmas necessidades, e não me refiro às da WC :). Todos têm necessidades básicas, sociais, afetivas, de estima, etc. 
No amor, não há estatutos (ou não deveria haver, não é?)! A doença não escolhe caras! A morte bate à porta de todos! Então porque queremos ser mais ou nos achamos menos que os outros?

Então em quê que somos todos diferentes? SIMPLES! Na nossa ESSÊNCIA.
Não há ninguém igual a ti! Num mundo com mais de 7 biliões de habitantes, não há ninguém com um ADN igual ao teu, que pense 100% igual a ti, que tenha os mesmos sonhos, valores, com as mesmas experiências. TU ÉS ÚNICO! Todos somos únicos! Isto não é fantástico?

É por esta razão que tu és a pessoa em quem deves investir ao longo da tua vida. Conhece-te, explora-te, descobre-te. SÊ TU! Mesmo que aos olhos dos outros pareças um lunático, mesmo que achem que viajas na maionese, mesmo que te acusem de ser algo que eles é que são na realidade... 

Olha-te como os teus próprios olhos!

Com muito amor,

Joana Mendes

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

É NA QUEDA QUE TE CONHECES


Como todos nós sabemos, a vida é feita de experiências. Umas boas, outras nem tanto! 
As boas são aquelas em que desejamos que sejam eternas e se pudéssemos, pararíamos o tempo. No entanto, como a vida é cíclica, também deparámo-nos com aquelas experiências menos boas. Aquelas que evitamos a todo o custo e que receamos a maior parte do tempo.

Mas sejamos honestos... O que você é hoje, deve com certeza aos "tropeções" que você já deu ao longo da sua vida. Provavelmente, aquela pessoa que você tanto admira pelo seu caráter, determinação e/ou pela sua sabedoria, teve um percurso com muitas quedas, das quais retirou as suas lições.

QUANDO CAÍRES, APROVEITA PARA OLHAR O CÉU

Se formos a ver, um fracasso na vida pode ser muito semelhante a uma queda real (física). 
Normalmente, quando cais e levantaste-te demasiado rápido, provavelmente o teu corpo não terá recuperado o equilíbrio de imediato. Também quando um obstáculo na vida te faz cair, precisas de um tempo para que o teu equilíbrio energético estabilize.
Quero com isto dizer que, por vezes, é importante permanecer no "chão", olhar à volta, perceber onde estás e definir para onde queres realmente ir. Não importa se o caminho que vais escolher não é aquele que vais querer percorrer "para sempre". Podes sempre redefinir outro caminho!
O lado bom da nossa caminhada é que podemos errar quantas vezes forem necessárias e mudar de direção outras tantas. 

No livro "O Monge Que Vendeu o Seu Ferrari", de Robin Sharma, tem uma frase que diz: 

"Todos os acontecimentos têm uma finalidade e todos os obstáculos, uma lição. Compreendi que o fracasso, seja de natureza pessoal, profissional ou espiritual, é essencial para a expansão pessoal. Permite o crescimento interior e traz toda uma hoste de recompensas psíquicas. Nunca te arrependas do teu passado. Acolhe-o como o mestre que ele é."

(Esta frase significou muito para mim, porque coincidiu com a altura que estava a escrever este artigo. E só tenho uma coisa a dizer... Está tudo certo!)

NO FUNDO DO POÇO


Bem, esta é sempre a queda mais dolorosa. 
Não se trata apenas de uma simples "nódoa negra". Esta é aquela queda que te deixa em estado morto-vivo (ou zombie se preferires!). Vives atordoado uns dias, ou meses, ou toda uma vida para alguns. É aquela que perdes mesmo o rumo por tempo indeterminado... 
Já vivenciaste uma destas? Hummm... se sim, espero que tenhas aprendido alguma coisa com ela, porque caso contrário, se não detetaste onde estava o erro, o mais certo é caíres num poço semelhante!

O lado bom do poço? Oram bem... tudo tem um lado bom! :)
No fundo do poço, tu passas a conhecer novas realidades, realidades estas às quais tu terás que te adaptar se quiseres (sobre)viver (a escolha é sempre tua!). Passas até a compreender aquela pessoa que estavas fartinho de ouvir se queixar. 
No fundo do poço, tu consegues ver aqueles que sobem passando por cima dos outros, consegues sentir o cheiro da fossa, a visão melhora graças à escuridão, ganhas forças por tentares sair do buraco de variadíssimas formas... Tu nunca mais serás a mesma pessoa quando sais daquele sítio obscuro!
Mas é quando estás lá em baixo que conheces um outro EU. Conheces mais um bocadinho de ti, daquele teu lado que até preferias que não te pertencesse. E é nessa compreensão e aceitação que cresces, que evoluis espiritualmente e que sais, finalmente, do buraco (ou pelo menos daquele buraco).
Sabes quando termina esse crescimento espiritual? NUNCA! Porque a vida vai sempre nos por à prova; porque há sempre mais alguma coisa por aprender e porque há um sentido de vida por descobrir ou por viver.

A DOR DO FRACASSO

Não pretendo me prolongar muito mais. Apenas dizer que acredito que o sofrimento pode ser cada vez menor quanto mais for a nossa evolução.
Este é um processo que não depende de ninguém a não ser de ti mesmo. Na maioria das vezes, não irás receber apoio quando te sentires na m****. Porque o que para ti é mau, aos olhos daqueles que te rodeiam é o melhor para ti! Então vão muitas vezes te puxar; vão tentar te mostrar como o poço é bom; vão te falar de como o mundo pode ser terrível lá fora; de como podes falhar se arriscares sair desse sítio.
É tudo uma questão de perspetiva!
Ainda assim, tens de ser tu a querer muito sair (ou ficar), porque as consequências das tuas decisões deverão ser tuas.
Vive de acordo com os teus princípios e valores e não permitas jamais que a vontade dos outros sobre ti seja maior que a tua própria vontade.


Com muito amor,

Joana Mendes

terça-feira, 11 de outubro de 2016

QUEM TENS ANDADO A TRAIR?

Neste artigo irei falar daquele tema que muitos falam e outros tantos evitam falar: a TRAIÇÃO.
Quando falamos de traição, na maioria das vezes abordamo-la numa perspectiva conjugal, mas garanto-vos que é um conceito muito mais amplo, que se estende nos mais variados aspetos da nossa vida.

A traição é um tema muito polémico, cujas opiniões divergem significativamente e todos nós sabemos que possui um impacto tremendo no estado emocional do ser humano.
De uma coisa estou convicta... Ninguém o trai tanto ou mais do que você próprio. Mesmo quando você pensa que está a trair o outro, é a você que tem andado a trair.
A vida tem coisas destas!


TRAIÇÃO CONJUGAL


Quantas histórias de traições conjugais vocês conhece? Provavelmente não as consegue contar pelos dedos.
Pergunto-me se uma pessoa emocionalmente equilibrada é capaz de trair aquele que lhe é mais próximo, ainda mais sabendo que vai causar dor nessa mesma pessoa. Questiono-me ainda se uma pessoa que se aceita e aceita o outro tal como é, sente necessidade de trair seu cônjuge somente pela sensação de adrenalina.
Pode ser apenas mais uma das minhas muitas convicções, mas estas pessoas vivem uma mentira constante e, por medo ou inconsciência, optam por manter as suas ilusões.

Não estou de todo a julgar as opções de cada um pois acredito que esta situação cause dor no próprio, quanto mais não seja dor de consciência. Se fosse fácil para o "traidor" assumir a sua verdade, faria-no assim que o "problema" fosse detetado.

Por outro lado, custa-me a crer que aquele que é "traído" também não sinta a falta de amor por parte do seu parceiro. Se amor é energia, não estaremos a sentir a verdadeira energia que nos é enviada? Possivelmente o medo da perda, o medo do desconhecido também faz com que o indivíduo permaneça nesta situação...

Em qualquer um dos casos (traidor ou traído) é você que está a trair a si próprio, porque prefere fechar os olhos para a sua verdade. E tal só acontece porque uma grande parte da população sofre de uma síndrome muito grave e pouco rara: a falta de amor-próprio.

AUTO-TRAIÇÃO



Tal como já referi anteriormente, todas as traições são sobretudo auto-traições. Umas mais do que outras... No entanto há aquelas que só envolvem o próprio, como por exemplo naquilo que você faz profissionalmente, na forma como você lida com os seus sonhos, etc.
Quantas vezes acreditamos que temos que ficar para sempre num sítio só porque é o que nos dá (seja muito ou pouco) rendimento financeiro? Quantas vezes nos conformamos com a "vidinha" que temos e deixamos nossos sonhos serem apenas sonhos?

Não estou com isto a dizer que devemos ser impulsivos e deixar os nossos empregos. No entanto, acho que não devemos nos contentar com o que não nos deixa contentes!
Cabe a cada um correr atrás do seu sonho e quem ainda não o tem, pelo menos já tem um objetivo: descobrir o seu sonho. Já dizia o outro que:

"Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."
(António Gedeão, Pedra Filosofal)

Quando fazemos o nosso caminho com o coração, quando decidimos viver de forma verdadeiramente apaixonante, tornámo-nos autênticos e só assim quebramos a traição.
Ainda assim, não nos podemos culpar (responsabilizar, sim!) pelas traições, erros ou falhanços pois, quando os tornamos conscientes, podem ser altamente transformadores.

Hoje lanço-te uma pequena questão: QUAL A TUA VERDADE?

Com amor,

Joana Mendes

domingo, 27 de março de 2016

EVOLUÍMOS NA PARTILHA


ACREDITO QUE...

Estamos perante uma sociedade "fugitiva". Fugimos do difícil, fugimos dos desafios, não enfrentamos os medos... Na verdade, fugimos de tudo o que se transforma em dúvida e, neste caso, sair de cena é sempre a opção mais fácil.

O medo é o nosso maior entrave. O medo da dor, o medo da perda, o medo da rejeição, o medo de errar, o medo de querer mais, o medo de gostar mais do que esperava... O MEDO!
No entanto, a vida não pára e você não poderá fugir para sempre das pessoas (a não ser que se isole dentro de casa!).

Acredito ainda que as pessoas que atraímos para a nossa vida são aquelas que necessitamos para o nosso crescimento interior. Muitas vezes, a forma como nos relacionamos com determinadas pessoas não é fácil, mas, ainda assim, é na dificuldade que questionamos e é (não só, mas também) no relacionamento com os outros que evoluímos.

IMAGINE...

Imagine a sua vida sem ninguém em seu redor. Faria tudo o que quisesse, no tempo e da forma que preferisse, sem ter que ceder, nem negociar. 
Mas como você não está só e não existe ninguém exatamente igual a si, em algum momento da sua vida terá que negociar com alguém.
No meu parecer, esta não é uma situação má, nem me parece que a outra pessoa seja um "atrapalho" no seu dia-a-dia. Desde que você não se esqueça de si próprio, você apenas estará a partilhar o seu tempo, as suas coisas e/ou a sua vida com outra pessoa.

"1º EU, 2º EU, 3º EU... DEPOIS OS OUTROS!"

Quem nunca ouviu esta expressão maravilhosa?
É a frase perfeita para sermos egocêntricos e evitar o crescimento em partilha.
Na minha opinião, quando alguém nos diz que devemos gostar primeiro de nós próprios, isso significa que: só podemos dar ao outro o que damos a nós próprios; que devemos responsabilizarmo-nos pela nossa felicidade; que devemos ser os protagonistas da nossa própria história. Ao fim e ao cabo, quer tudo dizer o mesmo!
Quando você se relaciona (bem) consigo próprio, a relação com o outro torna-se mais saudável e a partilha é a "cereja no topo do bolo".
Sozinhos nem sempre saímos da nossa zona de conforto. Em partilha, existe um leque variado de "zonas desconfortáveis" para explorarmos e, consequentemente, conhecermos novos limites.
Para uns é fácil, para outros é difícil, contudo é uma questão de aceitação e respeito (por si e pelo outro).

PERMITA-SE

- Permita-se amar e ser amado
- Permita-se partilhar o seu dia-a-dia
- Permita-se conhecer, descobrir, enfrentar desafios
- Permita-se conhecer o seu melhor e o pior na relação com os outros
- Permita-se viver, experienciar

Haverá com certeza momentos desafiantes; momentos em que sentirá vontade de se refugiar. Ainda assim, poderá ser muito feliz no "dar" mais de si e "receber" mais do outro. 
Para que tal aconteça, terá de estar disponível para PARTILHAR.

Com amor, pois de outra forma não faria sentido,

Joana Mendes

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

QUANTO MAIS TENHO, MAIS QUERO!


Questiono-me com frequência até onde estão as pessoas dispostas a ir para TER mais? E até estão disposta a ir para SER mais?
Dois conceitos completamente distintos.

"NÃO É GANÂNCIA, É AMBIÇÃO!"

Se no vosso círculo familiar, de amigos, ou de trabalho existe alguém ganancioso, não perca o seu tempo a fazê-lo ver que o caminho que está a percorrer não é o mais correto, pois a aprendizagem do mesmo passa por aí mesmo. 

A casa de sonho, o carro topo de gama, a promoção na empresa... Todos estes são desejos aceitáveis (quem não os tem?). No entanto, um indivíduo ganancioso não olha a meios para atingir os seus fins e arrasta consigo aqueles que lhe são próximo (neste caso os ingénuos, os facilmente impressionados ou os igualmente gananciosos). 

Deixe-me recordar-lhe que uma pessoa gananciosa possui um discurso muito persuasivo. Dificilmente questionará as suas ações, se os resultados obtidos forem desejáveis. 
Aliás, uma pessoa gananciosa vive única e exclusivamente disto, RESULTADOS, que no final se traduz em números (mais precisamente em dinheiro). Consequentemente, este dinheiro permitirá atingir os objetivos referidos anteriormente (casa, carro, viagens...). 

Agora visualize o ganancioso sem estes bens materiais? Pouco lhe resta! 
Duvido que este ser humano encontre muita alegria em pequenas coisas, mas de grande valor.

Agora você me pergunta "porquê que o caminho delas passa por isto mesmo?". 
Na minha opinião, é preciso saber lidar com o TER para aprender a SER. 
Vou dar um exemplo com as crianças e vocês podem fazer o transfer para os adultos: quantas crianças têm 10 carrinhos de brincar e querem mais um porque acreditam que serão mais felizes se tiverem também aquele ("é só mais este e nunca mais peço nada!"). 

Este processo torna-se um ciclo vicioso. A pessoa traça o objetivo de felicidade e quando atinge percebe rapidamente que a felicidade não está ali. Logo, traça outro objetivo de felicidade, crente que será feliz se tiver "aquilo". (Aqui entre nós, a felicidade não está nas coisas)
Entretanto, a vida passou, a pessoa foi acumulando coisas, perdeu todo o seu tempo a tentar chegar cada vez mais longe, abdicou de momentos em família para poder atingir metas na empresa, não acompanhou o crescimento dos filhos porque há outras prioridades... no final, morreu com um AVC, não teve tudo o que queria, o cargo passou para o colega e o dinheiro ficou na conta! 

Vamos lá mudar o final desta história!!

"CASA ONDE NÃO HÁ PÃO, TODOS RALHAM E NINGUÉM TEM RAZÃO"

Quem já passou por algumas dificuldades, sabe o quanto esta frase é verdadeira! Não conseguir "esticar" o dinheiro até o final do mês é uma situação assustadora. Causa desconforto, obriga-nos a gerir melhor o que temos e o que realmente precisamos, faz-nos planear de forma mais consciente o nosso dia-a-dia.


É aqui que torna-se importante ser ambicioso. E é bom sê-lo para que possamos melhorar a nossa qualidade de vida. A pessoa ambiciosa também pode querer viajar, ou ter uma casa melhor ou querer um cargo mais desafiante. Contudo, não tem de "atropelar" ninguém para atingir as suas metas. 

Mas para você que é ambicioso, não permita que outro defina qual a meta que você deve atingir, qual o salário que você deveria ter, ou qual o destino que deve seguir. Essa escolha terá de ser sua. 
Haverá sempre um ganancioso por perto a dizer "pensas pequeno". 
Já dizia o ditado "de grão em grão, enche a galinha o papo". Faça as coisas com calma, mas com consciência, e faça-o com amor. Você chegará lá, sem enganar os outros e sem ter que abdicar dos verdadeiros prazeres da vida. 

E antes de terminar, fica aqui a minha sugestão: tire tempo para si e para os que ama (sem ser nos dias de folga), seja justo para com os que lhe rodeiam, doe mais de si e não queira tudo para si (lembre-se que você é observado a todo o momento). SEJA mais e a vida não lhe deixará faltar nada.

Tenha um dia feliz, mesmo com o que ainda não tem, e desejo de uma consciência tranquila ;)

Joana Mendes

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O QUE EU SOU E COMO OS OUTROS ME VÊEM


Aquilo que nós somos não corresponde de todo à forma como os outros nos vêem. Somo muitos mais do que aquilo que os olhos alheios poderão um dia alcançar!

Como já deve ter percebido, nos diferentes grupos onde se encontra inserido, você possui diferentes formas de se comportar. Isto não significa que não seja verdadeiro. No entanto, uma vez que as pessoas possuem energias distintas, o mais certo é que a sua energia também se altere conforme a pessoa que está diante de si.
Para além da energia, o contexto também poderá influenciar a sua conduta. Por exemplo, em casa é provável que você não aja, nem se relacione com os seus familiares da mesma forma como age e se relaciona com os colegas de trabalho ou mesmo com o grupo de amigos. À partida, em casa você encontra-se mais relaxado, expressa mais os seus sentimentos, inclusive os de desagrado, sendo que na maioria das vezes fá-lo de uma forma muito genuína. No local de trabalho, para que haja um ambiente harmonioso, você já tem mais "papas na língua", ou seja, pensa na forma como diz as coisas (a não ser que tenha "costas largas") e procura o equilíbrio no seio do grupo. Já no seu grupo de amigos, reina a descontração, fala abertamente sobre as suas conquistas, preocupações etc etc. 

Parece-me muito difícil alguém nos conhecer na totalidade.
Se por um lado uns conhecem principalmente o nosso lado mais "zen", por outro, há quem conheça também e sobretudo o nosso lado mais impulsivo e mal-humorado.
Acredito que a forma como nos relacionamos depende muito da nossa confiança para com o outro ou do nosso receio (ou falta dele) em afastar a(s) pessoa(s) da nossa vida.

Não tenho muito orgulho no que vou dizer, mas a pessoa com quem entro em conflito com mais frequência, é uma das pessoas que mais amo na vida: a minha mãe. E isto acontece porque, para além de ter muita confiança com ela, na minha cabeça acredito que jamais a irei perder. Não é um pensamento muito correto, mas é uma lição que ainda estou a aprender!
Já com o meu namorado e companheiro, meço muito bem o que digo e como digo, até porque tenho plena consciência de que não sou a última bolacha do pacote :D ! Ainda assim, confesso que a nossa relação flui naturalmente (apesar de nem sempre ter sido assim...).

ALGO MUDOU


A mudança interior é um processo intemporal e inacabável... Existe sempre um trabalho a ser feito!
Ainda assim, ao longo da vida, você vai fazendo pequenas mudanças, pequenas conquistas. Mas não se iluda... dificilmente o outro irá ver a mudança em si, pois a primeira imagem que passamos, é a que fica. Se você for muito "chato" (adjetivo muito ouvido no passado), será um desafio fazer com que o outro acredite que agora é uma pessoa diferente.
Neste caso, seja forte e goste de si verdadeiramente para não cair na tentação de tentar provar algo seja a quem for. A procura pelo reconhecimento é tramada porque, para além de correr o risco de nunca reconhecerem a sua mudança, você poderá contribuir para a estagnação do seu processo de evolução espiritual.
As pessoas são importantes na nossa vida para crescermos interiormente e não para atrasarem a nossa evolução!

Não é a tarefa mais fácil do mundo, mas é urgente desligar-mo-nos dos outros no que diz respeito ao pensamento que estes têm sobre nós (eu também tenho de ler isto todos os dias!).
O que dizem ou pensam sobre si não resolve os seus problemas, não paga as suas contas e muito menos o torna uma pessoa feliz, nem mesmo quando o que dizem é positivo.
O que o faz feliz é o que você pensa sobre si próprio, é a forma como você se vê, é o aceitar-se tal como é. E aceite que você é um ser dual; que há dias bons e menos bons; que há dias em que se sente lindo(a) e outros nem por isso; que às vezes se sente em paz e outras vezes "pega com as pedras"; e, mesmo assim, poderá ser uma pessoa feliz.
Não tente ser perfeito para experienciar a felicidade... pode ser vencido pelo cansaço!

Oiça-se mais, relacione-se mais consigo e deixe para trás o que os outros dizem ou pensam a seu respeito. Não se culpe se por momentos sentir que ficou abalado com algum comentário sobre si. Estamos aqui para aprender mesmo!
Mas lembre-se que não tem de fazer esta viagem ao lado de pessoas que o puxam para trás. Escolha com quem quer partilhar a sua vida e desapegue-se daqueles que não acreditam em si. 

SEJA MAIS VOCÊ, NO SEU TODO!

Joana Mendes

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

AMOR OU CARÊNCIA? EIS A QUESTÃO...



Poderia simplesmente não escrever mais neste artigo, pois a frase anterior é muito explícita.
Posso parecer um pouco cruel a falar sobre pessoas carentes, apesar de em tempos também ter sido (e muito!), mas as atitudes deste tipo de pessoas podem ser igualmente cruéis, com o próprio e/ou com os outros.

Ninguém tem o direito de aprisionar uma pessoa que não ama, somente para satisfazer as necessidades do ego!
Mas, infelizmente, como o amor-próprio, a felicidade, o respeito (sobretudo pelo próprio), entre outras palavras "lamechas", não constam como conteúdo programático nas escolas, o ser humano, inconscientemente, acaba usando as pessoas mais próximas e frágeis em seu benefício ou, por outro lado, é usado como se de um fantoche se tratasse.

MENTE VS CORAÇÃO

É muito fácil se deixar manipular pela mente, porque como não somos ensinados a gostar da ouvir as verdades (ditas pelo coração), preferimos acreditar nas mentiras, por sinal persuasivas, ditas pela mente.

- "Arrisca nessa pessoa que gosta tanto de ti. Um dia poderás vir a gostar muito dela!" - diz a MENTE.
- "Tu sabes bem que não queres estar com essa pessoa. Irás magoar e sair magoada(o) dessa situação!" - diz o CORAÇÃO.

Mas entre estar só e triste (porque a sua própria companhia é insuportável), mas acompanhado, a pessoa escolhe a "bengala".
Conclusão, um carente egoísta + um carente iludido = DOR / DESILUSÃO ou se preferirem, uma choradeira desnecessária.

INTERPRETAR OS SINAIS

Está certo que nem todas as pessoas são iguais, mas quem ama verdadeiramente (e não me refiro aos obcecados que fazem cenas de ciúmes constantes como prova de amor!), dá o melhor de si e, consequentemente, se for correspondido, receberá o melhor do outro também.
Certamente que você poderá estar a pensar naquele seu amigo ou amiga que "ama" o(a) companheiro(a) e não demonstra. Então, para a desculpar, você afirma que é o medo! ... Neste caso, não manifesto a minha opinião, pois acredito que poderá ser demasiado rígida e, no fim de contas, não passa de um simples ponto de vista!

Mas estou convicta de que quando amamos alguém, o afeto sai naturalmente, o respeito é espontâneo, a confiança é inquestionável... a amor verdadeiro é visível aos olhos do mundo.
Quando você não ama e está com alguém, você encontra-se carente ou, na pior das hipóteses, com pena da pessoa, o que pressupõe que você acha que a mesma não irá encontra alguém melhor (CRENÇA PRESUNÇOSA).

Observe bem a pessoa que está ao seu lado. SINTA cada toque, cada palavra, cada gesto, cada expressão... SINTA! Sinta se de facto existe amor no que lhe é transmitido. Se não for bem transmitido, exponha a situação à pessoa em causa e veja a sua reação. A comunicação pode ser o elemento chave para o esclarecimento da sua dúvida.

DESCULPAS E MAIS DESCULPAS!

Uma sugestão... Cuidado com as frases "Vamos começar devagarinho!", "Não vou dar tudo já para não nos magoarmos", "É melhor não contar nada a ninguém ainda!". A FELICIDADE GERADA PELO AMOR NÃO DÁ ESPAÇO AO RECATO. 
Cá para mim, essas frases têm um significado muito óbvio, ou seja, "Não gosto assim tanto de ti ainda e não te quero causar uma desilusão muito grande se me afastar de ti"... E claro, se correr mal, a pessoa até avisou!

NÍVEL DE CARÊNCIA

O pior carente é aquele que reconhece a carência no outro, consola-o e, no final, envolve-se com o mesmo, acreditando que existe amor!
Será que a carência de um anula a carência do outro? Bem, neste caso, parece que o problema "carência" está resolvido... Ou talvez não!

Não quero dizer que é perigoso, porque parece um pouco dramático, mas diria sim que é muito arriscado iniciar um relacionamento com origem na carência. O medo de estar só consigo próprio ou a necessidade de alimentar o ego, fazem-nos tomar decisões que com certeza terão consequências desagradáveis no futuro. 

Contudo, há quem viva toda uma vida de amargura, de desconfiança, de desamor, etc., por opção. A decisão é sempre sua.
Já dizia o ditado popular: "O pior cego é aquele que não quer ver".

AME-SE MAIS

Joana Mendes